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segunda-feira, 26 de março de 2012

Legião Urbana: Renato Rocha é morador de rua no Rio

Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1961), é um músico brasileiro. Ficou conhecido, principalmente, por ter tocado como baixista nos três primeiros discos da banda Legião Urbana.

A primeira banda que Rocha integrou foi a Gestapo. A banda era formada por Lulu Gouveia; Judas; Joãozinho Viradinha (que depois virou cantor Gospel) e Renato Rocha.

Depois, Negrete formou, com Toninho Maia, a banda Hosbond Kama.

Em 1981, ele passou a integrar a banda Dents Kents, composta por Fred (Vocal); Ameba (Bateria - que mais tarde mudou seu nome para Jander e foi para Plebe Rude); Feijão (Guitarra) e Renato Rocha (baixo). O Dents Kents existiu de 1981 a 1982.

Ingressou na Legião Urbana logo depois da banda ter assinado o contrato com a EMI, em 1984, e Renato Russo ter cortado seus pulsos, não podendo usar o instrumento por uns tempos. Era amigo de Marcelo Bonfá, baterista da Legião, o que facilitou sua entrada para a banda.

A partir daí, virou quadro fixo do grupo e compôs Quase sem querer e Daniel na cova dos leões, junto com o líder da banda.

Renato Rocha deixou a Legião em 1989, no início dos trabalhos para o álbum As Quatro Estações. Após anos, Billy foi convidado a fazer uma participação no álbum Uma Outra Estação, tocando contrabaixo na faixa Riding Song, que tratava-se de uma faixa em que a passagem dos instrumentos e o coral do refrão estavam gravados, porém, como não havia a voz de Renato Russo, a gravadora utilizou depoimentos dos quatro membros da banda em cima do arranjo.

Depois da Legião Urbana, Renato Rocha integrou as bandas: Cartilage, onde lançou o disco Cartilage Virtual, e Solana Star, cujo nome fazia referência ao navio Solana Star, que naufragou em 1987.

Obs.: A banda Cartilage que Renato Rocha integrou, não é o grupo Cartilage, banda de death metal da Finlândia.

Em 25/03/2012 O Programa Domingo Espetacular da Rede Record mostra como vive atualmente Renato Rocha, ele virou mendigo devido ao uso de drogas e desilusão amorosa e desde o ano de 2007 mora nas ruas do Rio de Janeiro.

Vários amigos tentaram tira-lo desta situaçao, porém não obtiveram sucesso e desistiram.

O pai que nao tinha noticias de Renato Rocha a 10 anos disse ira tomar providencias para mudar esta situação.




"Renato Rocha - Entrevista (Revista Zero, nº 3, 2002)"
ZERO: Você era da turma dos Skinheads, não?
RENATO ROCHA: Quando o punk começou a acabar, sobrou muito gayzola, muito playboy que se dizia punk. Eram aqueles caras que compravam calças Fiorucci, desfiavam e falavam que eram punks. Aí resolvemos ser cabeça raspada. A gente era uma equipe do terror, pra diferenciar dos punkzinhos gays.
ZERO: Quem eram punkzinho gay?
R.R: Os lambe-lambes (risos)

ZERO: Que a gente conhece, quem era?
R.R: Os dois lá, o Dado e o Bonfá, o Dinho, Philipe Seabra [vocalista e guitarrista do Plebe Rude], essa turma.

ZERO: Por que lambe-lambes?
R.R: Porque não faziam nada. Chegavam nas festas e ficavam bodeados num canto. Gostavam de Bauhaus e PIL. Eram fracassados. Os carecas chegavam chutando o teto.

ZERO: Qual foi seu primeiro contato com o Renato e o resto da banda?
R.R: Ah, a gente andava numa turma, ia pras festas. Tinha uma época que tinha umas cinco festas por noite. Festas de detonar, de barão. Pó, maconha à vontade. E não aparecia ninguém pra encher o saco. O mais fraco ali tinha seis Rolls Royces na garagem. Quem ia ter coragem de entrar pra dar uma geral?

ZERO: Como você entrou para a Legião?
R.R: Renato tinha cortado os pulsos em Brasília, estava na pré-produção do primeiro disco. Como ele tocava baixo, precisava de alguém para o lugar dele. Eu sabia todas as músicas, as letras. Entrei quatro dias antes do início das gravações. Acabamos virando a maior banda do Brasil.
Mas quando ficou cheio de grana, o Renato não queria fazer mais nada.Ficou muito chato, alcoólatra. Aí ele começou a chutar todo mundo, tratava todo mundo muito mal.

ZERO: Quando foi isso?
R.R: Foi no final dos 80. Ele tava inacreditável, tomou varias overdoses.

ZERO: Ele já não gostava de fazer shows?
R.R: Depois de encher o cú de grana, só gostava de encher a cara.

ZERO: Vocês eram amigos?
R.R: Não. A gente era conhecido. Amigo, não. A partir do momento em que o cara só se preocupa com ele mesmo…só ele tem dor de cabeça, só ele tem exaqueca, só ele tem problemas…

ZERO: Qual era o seu papel na banda? Você era apaziguador ou só chegava e tocava?
R.R : Eu fumava meu baseado inocente, tomava minha dose de uísque e ficava pensando: “cara, eu estou fazendo a melhor coisa do mundo: ganhando grana pra fazer música, e neguinho fica aí se lamentando à toa, reclamando do bife”.
Eu aproveitei minha fase rock. Os caras não tinham atitude roqueira, não falava com a galera, esnobavam os fãs. Pra mim ficar na Legião era um sacrificio.

ZERO: Por que você acha que eles se sustentaram como banda tanto tempo?
R.R: O Renato gostava de homem bonitinho e chamou o Marcelo Bonfá e o Dado pra tocar. O Dado só entrou porque o Renato queria o nome Villa-Lobos na banda. Aí ele ensinou o Dado a tocar. E o Bonfá era um pilha fraca, não aguentava tocar um show inteiro, não ensaiava, não treinava, não malhava, não comia, era um merda.
Saia coma namorada, não queria pagar a conta e a menina pagava. Queria fumar um baseado mas não apertava, eué que tinha que apertar. Folgado e mão-de-vaca. É um cara muito babaca, nem a mulher dele aguenta ele. Era uma agonia, pois o cara não sabia tocar nada.

ZERO: E como foi sua vida depois da banda?
R.R: Eu tive uma fase ruim, fiquei em baixa. Namorei uma mulher errada e minha vida degringolou. Era uma mulher que só queria sacanear. Tipo Cleopatra. Fiquei muito alcoólatra, muito louco, tomava tudo.

ZERO: Mas o Dado dizia que você já detonava antes de sair da banda.
R.R: O problema do Dado é que ele não sabe nem escolher a roupa que vai vestir. A mulher dele é quem escolhe. Ele não sabe tocar, não tem personalidade própria. Ele é tão bundão que podia ter impedido minha saída. A gente ia para o mundo inteiro. Iamos pra Europa, ele bundou pra mulher dele. A mulher queria ter um filho e prendeu ele aqui. Ele botou pilha pra gente não gravar fora.

ZERO: Foi depois do terceiro disco?
R.R: Foi. A gente ia gravar em Portugal.Estava tudo certo. A Legião ia arrebentar e ele bundou. Ficou com medo da Fernanda. A mulher amarrava um lacinho no pescoço dele e ele saia na rua assim. Não representa nada para o rock brasileiro. Representa o gosto do Renato. E aí? Vai dizer que uma bicha daquelas era roqueiro? Em vez de comprar uma moto comprava uma lambreta. E ainda andava de lencinho. Como um cara desses pode dizer que é punk?
Eu saia, ia nas favelas, cheirava pó, ficava nas quebradas, pegava as putas. Ai o cara dizia que eu estava aloprando. Ele é que não aguentava a pressão. Eu pegava as gatas e passava na frente dele, o cara ficava com aquela carinha de bunda.

ZERO: Desde sempre eles tiveram essa atitude na banda?
R.R: Eu fiquei puto porque era um bando de cuzão com uma oportunidade de ouro nas mãos. Todo mundo falando bem pra caralho. Minha maior frustração é isso cara. Um cara do gabarito do Dvid Byrne falando das possibilidades de sermos o maior sucesso do mundo e dois playboyzinhos babacas sacaneando.

ZERO: Foi o David Byrne que ofereceu a oportunidade de vocês gravarem lá fora?
R.R: Não, foi a gente que conseguiu. Éramos a melhor banda de rock n’ roll do Brasil. Éramos.

ZERO: E você achava isso na época?
R.R: Eu achava uma das melhores do mundo. O Renato sabia cantar todas aquelas letras maravilhosas em inglês. O disco ia arrebentar. A gente ia ser o U2 e o Dado não deixou. Ou melhor, a mulher do Dado.

(…) ZERO: Ele (R.Russo) tinha uma atitude homosexual dentro da banda?
R.R: Tinha. Sempre teve. Pirava, ia lá e dava para o roadie Mas é aquela história. Se o cara tem muito poder, ninguém fala a verdade.

ZERO: A legião perdeu a atitude rock com a sua saída?
R.R: Cara, rock exige uma certa agressividade. Rock não é para playboyzinho pasmo, tchutchuquinha. Dado tomava um copo de uisque e ficava bêbado. A Cracatoa Vermelha nem bebe.

ZERO: Quem é a Cracatoa Vermelha?
R.R: Bonfá(risos)

ZERO: Quando foi a última vez que você falou com ele?
R.R:´Foi na gravação de Uma outra estação. Ele virou pra mim e disse: “eu estou igual a você”. Pensei: “puta merda, fudeu” (risos)

ZERO: E o Dado?
R.R: Foi uma vez no ATL HAll. ELE pegou meu braço e disse: ” Não fala mal de mim na imprensa não”. Eu fiquei só rindo, porque o filho dele tava todo preocupado, com medo de eu dar porrada nele. O moleque ficava falando “pai, vamos embora”

ZERO: Você ainda voltou pra gravar esse disco póstumo (R. Rocha participou da faixa da gravação instrumental da faixa Riding Song, que foi sobre posta a uma gravação dos 4 integrantes feitas durante as gravações do disco Dois).
R.R: Gravei cara. Infelizmente eu grave. Ganhei um barão [R$ 1000]. Aquele cara me ridicularizou. Mas eu estava precisando de grana.

ZERO: Você gastou toda a grana que ganhou na Legião?
R.R: Não, eu comprei carro, moto. Depois vendi tudo. E eu não ganhei tanta grana assim.

ZERO: Você foi ao enterro do Renato?
R.R: Não fui porque não sou cretino. Mas um dia passei com a minha namorada e a mãe do Renato estava no Burle Marx pra jogar as cinzas. Aí o pneu da moto furou bem na frente. Eu falei: “caralho, Manfredo, solta do meu pé”. Mas eu sempre gostei do Manfredo, ele sempre foi uma pessoa muito sincera, só que ele se fodeu, cara, porque ficou com dois babacas.

(…) ZERO: Quando você falou com Renato Russo pela última vez?
R.R: Falei pelo interfone. Ele não quís me atender. Toquei na casa dele e ele respondeu que tava de ressaca.

ZERO: O que você queria com ele?
R.R: Ah, sei lá. Perguntar como ele tava. Ele alucinava, tomava todas e subia na mesa,(…)Cansei de levar ele doidaço, babando no taxi. Mas aí como ele era mentor da banda e da juventude brasileira, mascaravam esse comportamento. (…)

ZERO: Como foi que você saiu da banda?
R.R: O Renato Russo saiu do elevador e falou: “Você está fora da minha banda”. A gente ia assinar o contrato do Quatro Estações. Estavamos no prédio da EMI.Ai eu falei pra ele: “Cara, se você me apontar o dedo eu torço seu braço”. Fiquei na minha, puto, mas sabia que não era uma coisa do Renato. que era coisa dos dois perobinhas. O maior castigo é ter grana e não ser feliz. Eu tenho e sou feliz.
….
ZERO: E sua banda Cartilagem, existe a quanto tempo?
R.R: Uns três anos. MAs ainda não chegou a hora da banda. O público ainda não está preparado pras minhas letras. Minha música é pra libertar o jovem.

ZERO: Parou com as drogas?
R.R: Fumo meu baseado, tomo umas bebidas.

ZERO: E a legião ainda dá grana?
R.R: Não, dá uma miséria. Menos de mil reais por mês. Só que conversar com eles é tentar tirar leite de pedra. Eles são brancos, eu sou pele-vermelha.

ZERO: Já pensou em se candidatar a algum cargo público?
Opa, já. Prefeito de Mendes. O grande lance é entrar no esquema e não ser corrompido´por ele. Como eu entrei na Legião e não fui corrompido[]

Fontes:
http://pitacosdoblogueiro.blogspot.com.br/2011/01/renato-rocha-solta-o-verbo-sobre-o.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Renato_rocha


segunda-feira, 19 de março de 2012

TV Record acusa Valdemiro de comprar fazendas com dízimo

A despeito da briga que está ocorrendo entre a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus, a parte

boa disso tudo são as denúncias que vão aparecer por todos os lados, com vantagem para a Rede Record, que tem uma emissora à sua disposição.

Muito se critica o jornalismo da Record por atacar os seus opositores no jornalismo. Mas, os ataques são bem fundamentados. Até que se prove o contrário.


A TV Record, do bispo Edir Macedo, chefe da Universal, acusou Valdemiro Santiago de Oliveira, 48, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, de ter desviado dinheiro do dízimo para comprar fazendas de criação de gado em Mato Grosso, no pantanal.

O programa Domingo Espetacular de ontem (18/03/2012) dedicou 26 minutos aos negócios pecuários de Valdemiro, em uma reportagem com informações levantadas durante mais de quatro meses, seguindo "a trilha do dinheiro".

De acordo com a Record, a Mundial comprou duas fazendas no valor total de R$ 50 milhões, incluindo 5.000 mil cabeças de gado e benfeitorias. Ambas têm 26.134 hectares -- o que equivale à área duas vezes maior do que a de Jerusalém, cidade sagrada dos cristãos, conforme ressaltou o repórter Marcelo Rezende.

Uma das fazendas, a Santo Antônio de Itiquira, de 11.504 hectares, em São Antônio de Leverger, foi comprada pela Mundial no ano passado por R$ 29,096 milhões com dinheiro vivo.

A igreja repassou a fazenda para a W.S. Music Ltda., uma modesta empresa de produção e venda de livros cujos proprietários são Valdomiro, a bispa Francileia Castro Gomes de Oliveira, 47, sua mulher, e bispo Josilval Batista de Souza. O capital da empresa é de apenas R$ 50 mil.

Nicanor Paula Gonçalves de Oliveira, irmão de Vademiro, é quem toma conta de Itiquira. Na documentação, ele aparece como procurador da Igreja Mundial e da Music.

Por outra fazenda, a Formosa, formada por três propriedades na mesma região da Itiquira, a Mundial pagou R$ 20 milhões. O negócio também foi feito com dinheiro vivo. A igreja arrendou a fazenda para Valdemiro. Contudo, em uma edição do Diário Oficial de novembro de 2011, Valdemiro consta como proprietário da Formosa em um pedido de licença ambiental.

A Record disse que a Mundial, embora esteja gastando dinheiro dos fiéis na compra de fazendas, enriquecendo Valdemiro, está deixando de pagar aluguel de templos. A emissora ouviu um tributarista que, após analisar os contratos de compra e venda, disse que há indícios de fraudes.

Ao final da reportagem, Rezende avisou que haverá novas revelações contra a Mundial.

A acusação da emissora faz parte de uma sequência de ataques de Edir Macedo a Valdemiro, em uma disputa pelo mercado de fiéis. Nos últimos dois anos, a Mundial tem atraído devotos e pastores da Universal.

O próprio Macedo, quando comprou a Record de Silvio Santos e Paulo Machado de Carvalho, foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter feito o negócio com dinheiro do dízimo, cerca de R$ 45 milhões. Em sentença proferida em janeiro de 2011, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo, concluiu haver "apenas indícios tênues" de irregularidade na aquisição.

Atualmente, a Universal injeta milhões na Record com a compra por preço superestimado do horário da madruga para o programa "Fala que eu te escuto". Só em 2010, a soma chegou a R$ 480 milhões.


Assista a matéria em vídeo:








Nunca é tarde para relembrar a denúncia feita pela Rede Globo contra a Igreja Universal do Reino de Deus






Fontes:
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/03/tv-record-acusa-valdemiro-de-comprar.html#ixzz1pa4LaEF7
Reprodução deste texto só poderá ser feita com o crédito e link da origem.


R7 - http://noticias.r7.com/videos/exclusivo-o-apostolo-milionario/idmedia/4f6679e73d14f14d770485eb.html




Vida Longa e Próspera
Alberto Jr.