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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Doar-se é a melhor comunicação


A empresa de telefonia tailandesa True Move H, criou um comercial que está fazendo sucesso e emocionando ao redor do mundo.

Usando o slogan “Giving is the best comunication” - em tradução livre: Doar-se é a melhor comunicação – a companhia criou uma bonita história que nos faz pensar sobre a generosidade  e a importância de ajudar as pessoas necessitadas. O vídeo conta a história de um ato de generosidade que é retribuído após 30 anos.

O vídeo celebra a bondade e generosidade sem esperar algo em troca, começa mostrando um menino sendo apanhado após roubar remédios. Uma comerciante, brava, pergunta pra quem a criança estava levando os remédios que havia furtado. Ele responde: “Para minha mãe”.

Após tudo isso, um comerciante compra os remédios, pede a sua filha um pouco de alimentos e dá para o menino levar a sua mãe.

30 anos depois, o comerciante que comprou os remédios para o menino, passa mal, e acaba desmaiando em seu estabelecimento comercial. É levado ao hospital, e sua filha recebe a conta muito alta (cerca de R$ 60 mil), como não era possível pagar, ela coloca o estabelecimento de seu pai a venda. E a surpresa, ao voltar ao hospital percebe que todos os débitos já haviam sido zerados, e nele estava escrito “Essa conta foi paga a 30 anos atrás com remédios e alimentos”.

A mensagem tinha a assinatura do cirurgião do hospital, que a 30 anos atrás, era o menino que furtava os remédios. O vídeo termina com a mensagem: Dar é a melhor comunicação.


Confira aqui o vídeo com mais de 11 milhões de visualizações:



terça-feira, 9 de abril de 2013

Arrecadações de Dízimos e Ofertas nas Igrejas do Brasil Alcançam R$ 18,1 bilhões



A arrecadação de donativos por parte das religiões no Brasil alcançou a cifra de R$ 20,6 bilhões em 2011, de acordo com dados revelados pela Receita Federal através da Lei de Acesso à Informação.

Em três publicações distintas, o jornal Folha de S. Paulo desenhou um panorama do viés arrecadatório das religiões no Brasil, destacando as denominações de orientação cristã, como igrejas evangélicas e a Igreja Católica.

Pelo levantamento da Folha, diariamente R$ 39,1 milhões foram doados por fiéis às suas respectivas igrejas, o que somou R$ 14,2 bilhões em 2011. Deste total, R$ 3,47 bilhões são oriundos de dízimos e R$ 10,8 bilhões provém de ofertas e outras doações.

No bolo total, há ainda outros recursos obtidos pelas denominações que não são advindos de doações, como os R$ 3 bilhões arrecadados através da venda de bens e serviços e os R$ 460 milhões ganhos com aplicações e ações no mercado financeiro.

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Como a legislação brasileira proíbe, através do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, a incidência de impostos sobre a atividade religiosa, mesmo as arrecadações oriundas de vendas não são tributadas: “O temor é de que por meio de impostos você impeça o livre exercício das religiões [...] Mas essa imunidade não afasta o poder de fiscalização do Estado”, explica Luís Eduardo Schoueri, professor de direito tributário na USP.

“Nossa legislação, porém, parece despreparada para lidar com a proliferação de igrejas-empresas, conglomerados cujos líderes fazem fortuna, adquirindo jatinhos, helicópteros, mansões, fazendas, gravadoras, editoras, emissoras e redes de TV. Sempre à custa de rebanhos esmagadoramente pobres e socialmente vulneráveis”, afirmou Ricardo Mariano, sociólogo da PUC-RS em artigo escrito para a Folha de S. Paulo.

A Igreja Católica, embora arrecade através de doações, também obtém recursos através da cobrança de valores por rituais encomendados e organização de festas e quermesses. Porém, a visão de dom Raymundo Damasceno, presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, é diferente: “A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão”, pontua.

A doação de ofertas e entrega do dízimo é, no ponto de vista dos fiéis, um sinal de retribuição a Deus por suas bênçãos: “Esse dinheiro não me pertence. Eu pratico o que a Bíblia manda. Nunca deixei de ajudar a igreja, e Deus foi só abrindo as portas para mim”, afirma Lucilda da Veiga, 56 anos, dizimista há mais de 30 anos e membro da Assembleia de Deus, em Brasília.

Entre os anos de 2006 e 2011, o crescimento médio de arrecadação das igrejas no Brasil foi de 11,9%, muito superior ao crescimento da economia no país. A mudança no cenário religioso, revelada pelo Censo de 2010, pode explicar parte desse crescimento. Entre 2000 e 2010 a população que se declara evangélica chegou a 22,2%, um crescimento de aproximadamente 60%.

A região Nordeste foi a que registrou maior crescimento dos valores arrecadados nos últimos cinco anos, registrando aumento de 35,3%, seguida do Centro-Oeste, com 32,9%. Confira no infográfico abaixo:

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